Live sobre tradução NAATI

Olá!

Nesta segunda-feira, 4 de maio, farei uma Live no Instagram com a querida tradutora Renata Oliveira Munro, para tirarmos as 10 dúvidas principais que os clientes têm sobre tradução NAATI.

É muito comum os clientes solicitando visto na Austrália ou reconhecendo sua profissão por lá terem dúvidas quando leem no site da imigração que precisam de tradução feita por um tradutor certificado pela NAATI.

Mas é juramentada? Posso levar/usar a tradução feita por tradutor público do Brasil? Tem validade? E o preço? É só uma página, quanto sai?

Essas e outras perguntas responderemos na Live.

Quando: 4 de maio⁣ (seg)
🇧🇷 7:30 (horário de Brasília)⁣
🇦🇺 20:30 (horário de Brisbane)⁣
Onde: Instagram @sofia.tradutora.naati

Não percam! Se sobrar tempo responderemos perguntas do chat. Até lá!⁣

11 dicas pra quem trabalha de casa

No começo do mês, participei de uma “live” no Instagram com a querida amiga portuguesa Joana Feiteira, que, como muitos, começou a trabalhar de casa por conta da pandemia. A Joana comentou em um de seus stories sobre a dificuldade que estava tendo de trabalhar de casa. Ela não é da área de tradução, mas como eu trabalho no esquema home office há muitos anos, achamos que um bate-papo sobre o assunto, com dicas para quem está vivendo isso pela primeira vez, poderia ser uma boa.

Segue um resumo da nossa conversa (a Joana é a autora desse resumo, o qual ela publicou no Instagram, com adaptações minhas para o português brasileiro), que poderá te ajudar, seja você tradutor começando sua carreira autônoma ou um cliente que também teve que fazer a transição para o home office:

  1. Não trabalhar de pijama: coloque uma roupa confortável, mas apropriada para o trabalho; será mais fácil para a mente fazer essa separação.
  2. Rotina matinal: ter uma rotina matinal é ainda mais importante quando trabalhamos de casa. Tempo para nós, para tomar café da manhã, para exercício ou meditar, são uma enorme ajuda para nos preparmos para o dia de trabalho. Não cometa o erro de saltar da cama para o computador.
  3. Exercício físico e meditação: duas práticas saudáveis, tanto para a mente como para o corpo. Encontre tempo ao longo do dia para cuidar de você.
  4. Timer: super útil, tanto para “forçar” a trabalhar mais um pouco quando ainda não trabalhou assim tanto, mas também para dizer quando tirar uma pausa ou parar.
  5. Foco e disciplina: muitas vezes chegamos ao fim do dia cansados, mas com a sensação de que não produzimos. Isso deve-se ao fato de não estarmos suficientemente focados. Lembre-se de eliminar distrações ao seu redor, como televisão, celular ou redes sociais.
  6. Planejamento diário: programe o dia e as refeições no dia anterior. Isso ajudará a ser mais produtivo e não perder mais tempo do que o necessário na preparação de refeições.
  7. Separar o escritório do resto da casa: se não tiver essa possibilidade ou, como a Joana, morar em uma kitchenette, pode fazer essa separação com um biombo, lençol, canga ou toalha.
  8. Técnica Pomodoro: trabalhar sem pausas durante 25 minutos e descansar 2 ou 3 minutos (pesquise no Google para mais informações sobre a técnica e aplicativos que ajudam nesse controle).
  9. Horário de trabalho: não se esqueça de definir o horário de trabalho e saber quando parar. Fale com a sua família e amigos, e mantenha a vida social, ainda que virtualmente.
  10. Usar post-it: use post-it com mensagens para lembrar de coisas simples, mas importantes, como sorrir ou telefornar a alguém.
  11. Gentileza: seja gentil consigo mesmo e não se cobre se não seguir o plano.

Obrigada, Joana!

A Joana é portuguesa e mora em Sydney, Austrália, é especialista em comunicação,  contadora de histórias e apaixonada por viagens. Perfil no Instagram: @joana_feiteira

Falando sobre a profissão no The Migration Show

Notícia rápida: duas semanas atrás, fui convidada para falar no podcast The Migration Show, apresentado pelos agentes de imigração Monica Gruszka e Mark Northam. O episódio foi ao ar na semana passada e, animada, venho aqui compartilhar com vocês. No link acima, a partir do minuto 40:30, vocês podem me ouvir falando sobre como nós, tradutores, e os agentes de imigração podem trabalhar melhor juntos, como sinto que as pessoas não dão o devido valor aos serviços de tradução, e as vantagens de se trabalhar com tradutores individuais. Espero que curtem! (O podcast também pode ser ouvido em um app de podcast no celular).

Sobre traduzir e suas sutilezas

Hoje compartilho com vocês a entrevista feita pela querida Carol Alberoni, do blog Carol’s Adventure in Translation, com a aclamada tradutora australiana Alison Entrekin, que traduziu do português ao inglês difíceis obras literárias brasileiras. Não só admiro muito o trabalho da Alison, como acho que ela muitas vezes fala de coisas muito sutis em suas entrevistas, desta vez como entender a pontuação das línguas com que se trabalha (e usá-la de forma que faça sentido nas línguas em questão, principalmente na de chegada para o tradutor). Reconhecer essas sutilezas faz parte do trabalho de um tradutor de qualidade, não só do tradutor literário.

You have to analyse the context and ask questions: How does this piece flow? Who is speaking? Does this comma cause readers of the translation to pause where readers of the original keeping going? Does it change the rhythm or tone?

E, para não pensarem que a dica que sempre dou de ler a tradução em voz alta é coisa banal, a Alison também fala a mesma coisa:

If you can, read your translation out loud, listening for glitches, sense, transitions, alliteration that isn’t supposed to be there.

E reforça também a importância de revisar a tradução várias vezes:

Revise, revise, revise. When in doubt, revise again.

Essas dicas são maravilhosas não apenas para quem esteja traduzindo literatura, mas qualquer gênero textual.

Leia a entrevista completa, em inglês, aqui. A entrevista faz parte da série de entrevistas Greatest Women in Translation do blog da Carol.

TradTalk, novo podcast de tradução

A Caroline Alberoni, da Alberoni Translations, teve a linda ideia de lançar um podcast de tradução, o TradTalk. Eu estou super animada com o TradTalk, não só porque a Carol lançará uma entrevista por mês com tradutores diferentes, mas também porque tive a honra de ser a primeira entrevistada. 🙂

Vocês podem conferir o nosso bate-papo aqui. Uma das inovações da Carol no TradTalk é que, além do áudio, ela também gravará as entrevistas. Portanto, é possível acompanhar os episódios pelo celular ou tablet através do iTunes ou aplicativos para Android, ou assistir aos vídeos no canal no YouTube.

Nesse nosso episódio, falei um pouco da minha trajetória na tradução, como fiz o caminho inverso feito por muitos tradutores – vim de outra área e caí na tradução -, e como acabei integrando minha primeira formação, minhas paixões e áreas de interesse na profissão de tradutora. Espero que gostem!